sexta-feira, 29 de maio de 2015

Novo Código Florestal completa três anos

Paulo de Araújo/MMALei 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha”
Lei 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha”
O novo Código Florestal completou, nesta segunda-feira (25), três anos de existência. A Lei nº 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha” para compensação ambiental. Segundo a ministra Izabella Teixeira, a “regra da escadinha” consiste em “tratar os desiguais de forma desigual” na hora de cobrar os passivos ambientais, referindo-se aos pequenos proprietários de terra e agricultores familiares.
De acordo com o diretor-presidente do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, o Ministério do Meio Ambiente vem trabalhando para que os estados cumpram as suas funções definidas na nova lei.
“O novo Código Florestal trouxe a descentralização da gestão florestal no Brasil, destacando um papel preponderante para os estados”, disse. “A União elaborou ferramentas necessárias para que os estados possam realizar a inscrição no CAR, além de apoiar os pequenos produtores com cursos e assistência técnica.”
Prorrogação
O Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) está disponível no endereço www.car.gov.br e receberá adesões até 5 de maio de 2016. O prazo para a inscrição no CAR, que venceu em maio deste ano, foi prorrogado por decreto da presidenta Dilma Rousseff pelo período de mais um ano.
“No meu entendimento, há cada vez mais interesse da sociedade em executar o novo código. Conseguimos superar a fase de contraditar a lei. A lei é um fato. Percebo o engajamento do terceiro setor, dos estados e dos municípios no esforço de implantação do código”, destaca Deusdará.
Segundo ele, existe mais clareza, atualmente, sobre os benefícios trazidos pela nova lei, como a segurança jurídica para os proprietários e posseiros, a legalização ambiental e o acesso ao crédito rural – que após maio de 2017 não será mais acessível ao produtor que não tiver realizado o CAR.
Recuperação
Em relação ao Programa de Recuperação Ambiental (PRA), passo seguinte ao CAR, os estados têm uma missão exclusiva e preponderante. “A União já fez os regulamentos relacionados às normas gerais e complementares”, explicou o diretor do SFB. “Agora, os estados precisam dar continuidade em relação à regulamentação estadual de cada programa.”
Fonte:

domingo, 17 de maio de 2015

Fossa Septica - Como Fazer

Fossa nova
O sistema biodigestor desenvolvido pela Embrapa tem dupla função: elimina doenças e produz adubo orgânico de qualidade 

Gustavo Laredo
Ilustrações: Antonio Figueiredo


O Ministério da Saúde adverte: a falta de água tratada e de esgoto sanitário provocam diarréia, hepatite, salmonelose e cólera, doenças que resultam em cerca de 75% das internações hospitalares. No campo, a comumente usada fossa negra contamina os lençóis freáticos, fazendo da água usada pelo agricultor um veneno potente.A Embrapa Instrumentação Tecnológica, em São Carlos, SP, desenvolveu um sistema barato e eficiente para livrar o produtor dessas doenças e ainda ajudá-lo no cultivo de suas lavouras. A fossa séptica biodigestora, além de evitar a contaminação do lençol freático, produz um adubo orgânico líquido que pode ser utilizado em hortas e pomares.
A técnica é simples. Três caixas-d'água conectadas entre si são enterradas para manter o isolamento térmico. A primeira delas é ligada ao sistema de esgoto e recebe, uma vez por mês, 20 litros de uma mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco. Este material, junto com as fezes humanas, fermenta. A alta temperatura e a vedação das duas primeiras caixas eliminam os patógenos. No final do processo, o líquido está sem micróbios e pode ser usado como adubo.
Pelos estudos da Embrapa, esse tipo de sistema é ideal para uma família composta por cinco pessoas que despejam 50 litros de água e resíduos por dia. Se houver mais gente, a sugestão é colocar mais uma caixa de mil litros. Segundo o pesquisador Antonio Pereira de Novaes, o custo da fossa é de mil reais.
Para as propriedades que já estão com os lençóis freáticos contaminados, a Embrapa recomenda o uso de um clorador entre o cano de captação de água do poço e o reservatório. Isso elimina os microorganismos e garante água potável.

Passo a passo
Gustavo Laredo
Ilustrações: Antonio Figueiredo



Técnica prevê a conexão de três caixas-d'água entre si, devidamente enterradas para preservar isolamento térmico

 uma vez por mês, acrescentar à mistura esterco e água
1. mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco
2. A água desta caixa pode ser usada para fertirrigação...
3. ... ou liberada para o subsolo, sem risco para o lençol freático
Montagem
1. Para montar a fossa séptica biodigestora você vai precisar de três caixas-d'água de mil litros cada. Como ficarão enterradas, recomenda-se o uso de caixas de fibra de vidro ou de cimento, pois esses materiais suportam altas temperaturas e duram mais. Antes de cavar os buracos no solo para colocar as caixas, você vai precisar furá-las para inserir os tubos de PVC. Utilize uma serra copo diamantada de 100 milímetros para fazer os furos. Caso não tenha essa ferramenta, marque o furo usando o cano como modelo e, com uma broca de vídia, de um quarto de polegada, faça pequenos orifícios. Com uma talhadeira, finalize o buraco e depois o lime com uma grosa. Os tubos e conexões devem ser vedados com cola de silicone na junção com a caixa.2. Cave no solo três buracos de aproximadamente 80 centímetros cada para colocar as caixas. Conecte o sistema exclusivamente ao vaso sanitário. Não o ligue a tubos de pias, pois a água que vem delas não é patogênica. Além disso, sabão e detergente inibem o processo de biodigestão.
3. Utilize um tubo de PVC de 100 milímetros para ligar a privada à primeira caixa. Para facilitar a vazão, deixe este cano com uma inclinação de 5% entre o vaso e o sitema. Para não correr o risco de sobrecarrega, não use válvulas de descarga. Prefira caixas que liberem entre sete e dez litros de água a cada vez que é acionada. Coloque uma válvula de retenção (a) antes da entrada da primeira caixa para colocar a mistura de água e esterco bovino.
4. Ligue a segunda caixa à primeira com um cano curva de 90 graus (b). Feche as duas tampas com borracha de vedação de 15 por 15 milímetros (c) e coloque um cano em cada uma delas que servirá de chaminé (d) para liberar o gás metano acumulado. Não vede a terceira caixa, pois é por ela que você irá retirar o adubo líquido. Entre as três caixas, coloque um T de inspeção para o caso de entupimento (e).
5. Caso você não queira utilizar o adubo, faça na terceira caixa um filtro de areia para permitir a saída de água sem excesso de matéria orgânica. Coloque no fundo uma tela de nylon fina. Sobre ela, ponha uma camada de dez centímetros de pedra britada número três e dez centímetros da de número um, nessa ordem, e mais uma tela de nylon (f). Depois, coloque uma camada de areia fina lavada. Instale um registro de esfera de 50 milímetros para permitir que essa água vá para o solo (g).

fonte: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC921359-4528-2,00.html

Fossa Séptica Biodigestora


Fossa Séptica Biodigestora


Fossa Séptica Biodigestora


Fossa Séptica Biodigestora

Fossa Séptica Não-Contaminante De Lençol Freático - Download fossa.pdf
Revista em quadrinho Papo Cabeça - Download revista.pdf


Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e o Abastecimento, a agricultura de base familiar reúne 14 milhões de pessoas, mais de 60% do total de agricultores, e detém 75% dos estabelecimentos agrícolas no Brasil. É comum nessas propriedades o uso de fossas rudimentares (fossa "negra", poço, buraco, etc.), que contaminam águas subterrâneas e, obviamente os poços de água, os conhecidos poços ”caipiras”. Assim, há a possibilidade de contaminação dessa população, por doenças veiculadas pela urina, fezes e água, como hepatite, cólera, salmonelose e outras.
O processo de biodigestão de resíduos orgânicos é bastante antigo, sendo que a primeira unidade foi instalada em Bombaim, na Índia em 1819; na Austrália uma companhia produz e industrializa o metano a partir de esgoto desde 1911. A China possui 4,5 milhões de biodigestores que produzem gás e adubo orgânico, sendo que a principal função é o saneamento no meio rural (http://www.cdcc.sc.usp.br/escolas/juliano/biodiges.html#6). No Brasil, a ênfase para os biodigestores foi dada para a produção de gás, com o objetivo de converter a energia do biogás em energia elétrica através de geradores. Isso permitiu melhorar as condições rurais, como por exemplo o uso de ordenhadeiras na produção de leite, e outros benefícios que podem ser introduzidos. Esse processo realiza-se através da decomposição anaeróbica da matéria orgânica digerível por bactérias que a transforma em biogás e efluente estabilizado e sem odores, podendo ser utilizado para fins agrícolas. As fases do processo constam de: fase de hidrólise enzimática, ácida e metanogênica (Olsen & Larsen, 1987), as quais eliminam todo e qualquer elemento patogênico existente nas fezes, devido principalmente, à variação de temperatura. Com isso, o processo de biodigestão de resíduos orgânicos é uma possibilidade real a ser considerada para a melhoria do saneamento no meio rural.


Em suma, o biodigestor aqui desenvolvido tem dois objetivos: 1) substituir, a um custo barato para o produtor rural, o esgoto a céu aberto e as fossas sépticas e 2) utilizar o efluente como um adubo orgânico, minimizando gastos com adubação química, ou seja, melhorar o saneamento rural e desenvolver a agricultura orgânica.

Figura 1a - Todo o sistema

O sistema (figura 1a) é composto por duas caixas de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L cada [5], facilmente encontradas no comércio, conectadas exclusivamente ao vaso sanitário, (pois a água do banheiro e da pia não têm potencial patogênico e sabão ou detergente tem propriedades antibióticas que inibem o processo de biodigestão) e a uma terceira de 1000 L [6], que serve para coleta do efluente (adubo orgânico). As tampas dessas caixas devem ser vedadas com borracha e unidas entre si por tubos e conexões de PVC de 4", com curva de 90o longa [3] no interior das caixas e T de inspeção [4] para o caso de entupimento do sistema. Os tubos e conexões devem ser vedados na junção com a caixa com cola de silicone e o sistema deve ficar enterrado no solo para manter o isolamento térmico. Inicialmente, a primeira caixa deve ser preenchida com aproximadamente 20 L de uma mistura de 50% de água e 50% esterco bovino (fresco). O objetivo desse procedimento é aumentar a atividade microbiana e consequentemente a eficiência da biodigestão, dever ser repetido a cada 30 dias com 10 L da mistura água/esterco bovino através da válvula de retenção [1]. O sistema consta ainda de duas chaminés de alívio [2] colocadas sobre as duas primeiras caixas para a descarga do gás acumulado (CH4). A coleta do efluente é feita através do registro de esfera de 50 mm [7] instalado na caixa coletora [6]. Caso não se deseje aproveitar o efluente como adubo e utilizá-lo somente para irrigação, pode-se montar na terceira caixa um filtro de areia, que permitirá a saída de água sem excesso de matéria orgânica dissolvida (figura 1b).

Figura 1b - 3a. caixa projetada para remoção da matéria orgânica

A lista de material necessário para a construção do sistema é a seguinte:
ItemQuant.UnidadeDescrição
0103Caixa de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L
0206mTubo de PVC 100mm para esgoto
0301Válvula de retenção de PVC 100mm
0402Curva 90° longa de PVC 100mm
0503Luva de PVC 100mm
0602Tê de inspeção de PVC 100mm
0710O’ring 100mm
0802mTubo de PVC soldável 25mm
0902Cap de PVC soldável 25mm
1002Flange de PVC soldável 25mm
1101Flange de PVC soldável 50mm
1201mTubo de PVC soldável 50mm
1301Registro de esfera de PVC 50mm
1402tbCola de silicone de 300g
1525mBorracha de vedação 15x15mm
1601tbPasta lubrificante para juntas elásticas em PVC rígido – 400g
1701tbAdesivo para PVC – 100g
1801litroNeutrol

FERRAMENTAL

ItemQuant.UnidadeDescrição
0101Serra copo 100mm
0201Serra copo 50mm
0301Serra copo 25mm
0401Aplicador de silicone
0501Arco de serra c/ lâmina de 24 dentes
0601Furadeira elétrica
0701Pincel de ¾’
0801Pincel de 4”
0901Estilete ou faca
1002flLixa comum no. 100

Se não for utilizar o efluente como adubo orgânico, mais:
  • Areia fina lavada
  • Pedra britada nº 1
  • Pedra britada nº 3
  • Tela de nylon fina - tipo mosquiteiro
fonte: http://www.cnpdia.embrapa.br/produtos/fossa.html

sábado, 2 de maio de 2015

BENEFÍCIOS DA AGRICULTURA ORGÂNICA

A agricultura orgânica tem como ponto de base os princípios da agroecologia . Não usa fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos sintéticos para a alimentação animal. Esses insumos químicos são substituídos por processos biológicos. O manejo na agricultura orgânica valoriza o uso eficiente dos recursos naturais não renováveis, bem como o aproveitamento dos recursos naturais renováveis e dos processos biológicos .
É o sistema de produção que tem por objetivo preservar o meio ambiente, a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. Esta prática agrícola preocupa-se com a saúde dos seres humanos, dos animais e das plantas, entendendo que seres humanos saudáveis são frutos de solos equilibrados e biologicamente ativos, adotando técnicas integradoras e apostando na diversidade de culturas, levando ao desenvolvimento de inimigos naturais, sendo item chave para a obtenção de sustentabilidade. O solo é um organismo vivo e o manejo do solo propicia oferta constante de matéria orgânica (adubos verdes, cobertura morta e composto orgânico), resultando em fertilidade do solo.
Fundamenta-se em princípios básicos:
– Respeito à natureza.
– Reciclagem de recursos.
– Independência dos sistemas de produção: ao substituir insumos tecnológicos e agroindustriais.
– Inserção de processos biológicos nos modos de produção.
– Manutenção da biodiversidade;
– Preservação do meio ambiente.
-Desenvolvimento econômico e social.
-Qualidade de vida humana.
A agricultura orgânica ainda oferece nos supermercados e quitandas produtos com preços elevados em comparação aos de produtos agrícolas produzidos de maneira convencional (com aditivos químicos), sendo necessário maiores incentivos de governos para “baratear” o preço final do produto orgânico, popularizando esse método de produção na maioria das propriedades rurais  e cooperativas, e divulgando os seus benefícios para a sociedade e investidores.
BENEFÍCIOS: A AGRICULTURA ORGÂNICA REDUZ CUSTOS NA PRODUÇÃO E AGREGA VALOR AOS PRODUTOS.           
No Brasil, a produção orgânica é uma atividade que está em grande expansão entre os agricultores familiares e assentados oriundos da reforma agrária. Acredita-se que em torno de 85% dos produtores orgânicos brasileiros sejam produzidos dessa forma. Esse tipo de agricultura é responsável por uma redução considerável da fadiga do terreno e por uma diminuição no consumo de água, pois elimina o uso de produtos químicos.
Este tipo de produção é voltado para o cultivo de cereais, oleaginosas e leguminosas. Essa prática permite uma considerável redução de custos ao pequeno produtor, além de agregar valor aos produtos, que vão para o mercado com selos de respeito ecológico, sua garantia de qualidade.
As pessoas acreditam que esse tipo de produção é mais caro que o tipo de produção convencional. Mas é um pensamento errôneo, pois, além de ser um sistema de produção de menor custo, ele ainda produz alimentos mais vistosos e permite que as plantas possam expressar todo o potencial produtivo que elas possuem.
Esse sistema de produção traz benefícios como: plantas de qualidade, que não apresentam riscos de envenenamento para aqueles que irão consumi-las. Além disso, o produtor que lida diretamente com a produção pode ficar tranquilo, pois nesse sistema ele irá trabalhar em um ambiente protegido de chuvas e de solos encharcados, já que só é possível fazer uma produção orgânica sob um abrigo de cultivo. Por fim, o ambiente também lucra com a produção orgânica, pois não há agressões de produtos químicos.
Além dos benefícios já citados, como é o caso da redução dos custos da produção (já que nesse tipo de sistema não é necessário altos investimentos em produtos químicos), ocorre também uma maior resistência aos cultivos de seco, reduzindo significativamente o consumo de água e os custos que isso também implicaria.
Para a implantação de uma agricultura orgânica de qualidade, o produtor deve buscar todas as informações científicas e práticas que o sistema demanda. Só assim será possível realizar uma produção que seja ecologicamente correta e capaz de proporcionar os resultados econômicos desejados, como economia na produção e maior valor de venda dos produtos.
fonte: https://biovegetalinterativa.wordpress.com/2012/11/16/beneficios-da-agricultura-organica/

sexta-feira, 24 de abril de 2015

COMO ALCANÇAR A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL?

por Mary Lúcia Andrade Correia

219_bg_artigo-sustentabilidadeAtualmente, muito se tem falado em sustentabilidade ambiental, mas como alcançá-la? De que forma podemos trabalhar ou desenvolver nossas atividades no dia a dia com sustentabilidade? O termo sustentabilidade pode ser aplicado em vários setores, tais como: empreendimentos da construção civil, consumo, setor automobilístico, vestuário, agricultura, indústria, transportes, educação etc. Neste sentido, a busca de novas tecnologias e estratégias na tentativa da harmonização de políticas públicas, sociais, econômicas e ambientais tem sido uma preocupação no desenvolvimento sustentável.

Na realidade, sustentabilidade é um conceito que está relacionado diretamente com a forma de intervenção do homem no meio ambiente. É um conceito que demonstra que aquele produto foi produzido ou fabricado respeitando as normas e os princípios ambientais, minimizando ou mitigando os efeitos dos danos ao meio ambiente, utilizando tecnologias e materiais ecologicamente corretos. Hodiernamente, uma característica da economia atual é o desperdício mais ou menos acentuado de água, energia e capital natural. Para alcançar a sustentabilidade, é necessário que se leve em consideração o meio ambiente e o estoque natural sem comprometer a capacidade de manutenção desses recursos para as presentes e futuras gerações. É indispensável a racionalidade na utilização dos recursos naturais e recursos ambientais.

O desenvolvimento sustentável tem se tornado um desafio para toda e qualquer atividade que tem compromisso socioambiental. A sustentabilidade ambiental consiste em um novo paradigma que deve ser alcançado, sob pena de os custos ambientais serem tão elevados para a sociedade e muitas atividades humanas não poderem persistir num futuro muito próximo. Todos nós dependemos dos recursos naturais e ambientais, e, portanto, nesta perspectiva temos de prolongar a vida útil desses recursos. Como sociedade, gestores, empresários e pesquisadores, somos todos responsáveis por nossas ações e omissões com o planeta Terra. Alguns fatores como as mudanças climáticas, escassez de recursos hídricos, crescimento populacional, perda da biodiversidade, desertificação, energia, combustíveis e desmatamento são problemas que precisam de ação e planejamento de estratégias que diminuam os riscos ambientais e aumentem a possibilidade de oportunidades mais sustentáveis no mundo. Precisamos refletir sobre nossas práticas, atitudes e posturas na sociedade atual. Essa é uma questão complexa, pois envolve pesquisa, conhecimento, novas tecnologias e tempo.

Analisando o cenário que temos, eu diria que ainda não estamos preparados para alcançar a sustentabilidade, pois será necessário um longo processo de educação ambiental, resgate de valores éticos, morais e culturais. Sabemos que algo já começa a ser feito, mas ainda há muito por fazer, pois a sustentabilidade ambiental depende de cada um de nós e do nosso compromisso enquanto passageiros dessa nave chamada Terra. Para tanto, os critérios de sustentabilidade precisam ser aplicados: sustentabilidade social, cultural, ecológica, econômica e política. Para se alcançar um desenvolvimento sustentável, esses critérios precisam ser satisfeitos em todas as dimensões. Será que estamos realmente conscientes e preparados para o desafio dessa nova realidade? Em um mundo cheio de desemprego e crescimento calcado no quantitativo e não no qualitativo, que pouco leva em consideração a dimensão ambiental, é possível a mudança de paradigma?

O atual modelo econômico com meios de produção e consumo, maximizando os lucros e com a compreensão de que o meio ambiente é apenas, ou acima de tudo, fonte fornecedora de matéria-prima e energia, está com os dias contados. A natureza nos tem enviado inúmeras mensagens dizendo que esse modelo está ultrapassado. Uma nova visão sistêmica da realidade baseada na compreensão do universo como um todo, em forma de rede com seus elementos interligados e interdependentes, constitui uma importante ferramenta de compreensão dos novos tempos. O que estaríamos dispostos a fazer em nome da sustentabilidade? Esta é uma pergunta que se deve fazer a si mesmo.

Estamos consumindo 20% a mais do que a Terra consegue suportar. E, detalhe, se toda a população do planeta consumisse e tivesse o poder aquisitivo como os norte-americanos e europeus, que possuem padrão alto de consumo, hoje nós precisaríamos de pelo menos quatro planetas Terra para alimentar toda a população. Uma nova concepção de estilo de vida precisa ser implementada, e isso requer coragem, mudanças de hábitos, criação de uma nova cultura, gestão de recursos, implantação de uma economia verde e de políticas públicas dentro dos novos parâmetros de desenvolvimento. Certamente, a reflexão sobre o assunto já é um começo, um ponto de partida e ao mesmo tempo um exercício que todos nós devemos começar a fazer para um mundo melhor.

* Mary Lúcia Andrade Correia é professora e coordenadora do curso de especialização em Direito Ambiental da Unifor. É mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará, especialista em Direito Ambiental pela Universidade Estadual do Ceará, especialista em Geografia pela UFC e graduada em Direito pela Unifor e em Geografia pela UECE

Fonte: http://unifornoticias.unifor.br/index.php?option=com_content&view=article&id=471&Itemid=31

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL – DESENVOLVIMENTO E PROTEÇÃO


Preservar o meio ambiente e ainda garantir o desenvolvimento: este é o objetivo de todas as ações que garantam a sustentabilidade ambiental. Consiste na manutenção das funções e componentes do ecossistema, de modo sustentável, buscando a aquisição de medidas que sejam realistas para os setores das atividades humanas. A ideia é conseguir o desenvolvimento em todos os campos, sem que, para isso, seja necessário agredir o meio ambiente.
E como fazer isso? Através do uso inteligente dos recursos naturais, garantindo que eles tenham longevidade, ou seja, se mantenham para o futuro. Nessa linha, a Sustentabilidade Ambiental é a capacidade de manter o ambiente natural viável à manutenção das condições de vida para as pessoas e para as outras espécies. Isso garante, ainda, a qualidade de vida para o homem, tendo em conta a habitabilidade, a beleza do ambiente e sua função como fonte de energias renováveis. A adoção das medidas que deem sustentação ambiental garante, em médio e longo prazo, um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana, garantindo a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) necessários para a qualidade de vida das próximas gerações.
Um dos exemplos de ações de sustentabilidade e que recai sobre o campo das energias renováveis, é a procura de um substituto ecologicamente aceitável ao petróleo, que além de altamente poluente, tende a esgotar-se ainda mais rápido por conta do aumento do consumo ao longo dos séculos XX e XXI. No Brasil, cada vez mais pesquisas vêm sendo realizadas na busca de uma alternativa através do chamado biocombustível. Outra boa alternativa de sustentabilidade ambiental é a agricultura orgânica, termo usado para designar a produção de alimentos e outros produtos vegetais que não faz uso de produtos químicos sintéticos ou organismos geneticamente modificados, que agridem a natureza e são prejudiciais à saúde. A agricultura orgânica ganha caráter sustentável, pois persegue três objetivos principais: a conservação do meio ambiente, a formação de unidades agrícolas lucrativas e a criação de comunidades agrícolas prósperas.
Outros exemplos importantes de Ações Sustentáveis: exploração dos recursos vegetais de florestas e matas, garantindo o replantio; preservação de áreas verdes não destinadas à exploração econômica; uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica); reciclagem dos resíduos sólidos e exploração do gás liberado em aterros sanitários como fonte de energia; e consumo controlado da água, visando evitar o desperdício, além da assunção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos; entre outras.
Sustentabilidade ambiental é uma característica que assume toda pessoa ou instituição que se importa com a continuidade da vida no planeta!
Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br/artigos/sustentabilidade-ambiental-desenvolvimento-e-protecao/ 

terça-feira, 21 de abril de 2015

fotos de nosso programa

veja algumas fotos de participantes de nosso programa:










Cultive saúde no jardim com plantas medicinais e temperos

Sabia que você pode cultivar saúde no jardim com  plantas medicinais fáceis de cuidar?Alecrim,  manjericão, cidró, hortelã  são algumas delas. Para cultivá-las é necessário sol direto, terra fértil, vaso ou floreira (ou pode plantar na terra direto), água para regar e  mudas  das plantas que se compra na floricultura ou no supermercado. Com poucos cuidados você terá folhas frescas e sem agrotóxicos para fazer seu chá medicinal a hora que quiser.  Estas plantas têm as folhas perfumadas. Se tiveres dúvida de qual planta se trata, pegue um raminho e amasse com os dedos. Pelo aroma exalado pela folha vai conseguir identificar a espécie.
Foto: Helena Schanzer  - variedade de temperos em floricultura
Foto: Helena Schanzer – variedade de temperos em floricultura

alecrim (Rosmarinus officinales) é um arbusto ramificado que gosta de solo seco entre uma rega e outra, além de solo arenoso. É bastante resistente. Muito usado na culinária, na farmácia e perfumaria. Tem propriedades estimulantes, usado para dar força e ânimo para quem sente fraqueza e exaustão.
Rosmarinum officinallis - alecrim
Foto: Helena Schanzer – Planta adulta de Rosmarinum officinallis – alecrim

A *hortelã (Mentha spicata) é muito usadA para fins medicinais. Toda a parte aérea da planta é aproveitada.  É apropriada para  mal estar estomacal, descongestionante nasal e antigripal. O óleo essencial é amplamente usado na farmacologia e cosmetologia. Usam-se as folhas frescas para saladas e temperos.
Hortelã, menta
Foto: Helena Schanzer – Mentha spicata – hortelã

O *manjericão  (Ocimum basilicum) é uma planta herbácea de 30 a 50 cm de altura, cultivada em hortas para condimento e fins medicinais.  Na forma de chá, serve para tratar sintomas da gripe e para gargarejo. As folhas frescas são saborosas em saladas e como tempero.
Foto: Helena Schanzer – Manjericão
O *capim cidró ou capim limão (Cymbopogon citratus) é uma herbácea com folhas longas e perfumadas. Usada para fins industriais e medicinais. O chá das folhas tem ação calmante e relaxante, induzindo naturalmente ao sono. O óleo é usado como aromatizador e as folhas novas usadas na culinária oriental ( tailandesa).
Foto: Pixabay  - capim cidró ou capim limão
Foto: Pixabay – capim cidró ou capim limão

Escolha a espécie de planta medicinal que quer plantar.  Prepare um vaso com dreno  e uma mistura de terra com composto orgânico e areia.
Foto: Pixabay  - Para plantar  ervas é necessário  substrato e pá de jardim
Foto: Pixabay – Para plantar as ervas precisa de substrato e pá de jardim

Siga o passo a passo abaixo. Por fim coloque  a muda no centro do vaso, cubra com composto orgânico e firme ela com as mãos na terra.  Molhe bastante e aguarde a colheita das folhas perfumadas!

Espécies das plantas medicinais com flores e detalhes: hortelã, alecrim, manjericão e capim cidró. Todas tem flores melíferas muito visitadas pelas abelhas e borboletas.

* Plantas medicinais no Brasil, Nativas e exóticas. Harry Lorenzi e F.J. Abreu Matos. Instituto Plantarum, 2002.

fonte: http://wp.clicrbs.com.br/jardimdehelena/2015/04/18/cultive-saude-no-jardim-com-plantas-medicinais-e-temperos/?topo=52,1,1,,171,e171