terça-feira, 4 de outubro de 2016

Preserve o Meio Ambiente e Salve o Nosso Planeta

Preserve o Meio Ambiente
e Salve o Nosso Planeta
(Paulo Moura)

O animal bicho homem
Desde a sua criação
A cada passo que dá
Na sua evolução
Maltrata o seu planeta
Agindo como um cometa
Provoca destruição

Não age com a razão
Destrói a sua morada
Desmata, arrasa, polui
De forma desordenada
Despreza a ecologia
No campo da economia
Só visa o lucro e mais nada

Tem gente preocupada
Com o que pode acontecer
Por isso é importante
Alguns conceitos rever
Então pare alguns momentos
E leia os dez mandamentos
Para a lei do bem viver

Racionalizar é ter
A certeza verdadeira
De que o vaso sanitário
Ou uma simples torneira
Com defeito ou aberta
É prejuízo na certa
Pra uma nação inteira

Pois é coisa corriqueira
Tomar banhos demorados
10 minutos no chuveiro
100 litros lá são usados
Se 1000 pessoas tomarem
Seus banhos e demorarem
100 mil litros são gastados

E não fiquem assustados
Com o que agora vou dizer:
O lixo que é jogado
Sem a seleção fazer
Trará contaminação
E toda a população
Do mundo vai perecer

Pra viver com mais prazer
Preservar o bem estar
Deixe o carro na garagem
E comece a caminhar
Com essa simples ação
Reduz a poluição
E melhora nosso ar

E é sempre bom desligar
As luzes quando sair
De um cômodo pra outro
Assim vai contribuir
Com a racionalização
Pois combate o apagão
E o gasto vai reduzir

E não é muito pedir
Para cada brasileiro
Plantar uma arvorezinha
No quintal ou no terreiro
Essas pequenas ações
Transformaram em milhões
De árvores no mundo inteiro

Aqui ou no estrangeiro
Tenha sempre consciência
Só consuma ou só compre
O que tiver procedência
Use papéis reciclados
Assim serão desmatados
Numa bem menor frequência

A principal consequência
Da poluição sonora
É o acumulo dos carros
Que no transito demora
Aprenda isso e ensine
Se engarrafar, não buzine
Espere a sua hora

O que eu vou dizer agora
Você pode não saber
Mas o animal selvagem
Nunca mata por prazer
Por isso vive tranquilo
Porque só mata aquilo
Que precisa pra comer

O que se pode fazer
Pra melhorar o ambiente
É viver em harmonia
E em tudo ser consciente
Diminuir a pobreza
Não ostentando riqueza
Já ajuda muita gente

Separe e dê de presente
Livros velhos ou usados
Sapatos que não lhe servem
Não devem ficar guardados
Se não quer mais a camisa
Dê pra alguém que precisa
Pois estão necessitados

Que esses aprendizados
Lhe toquem o coração
E que todo mundo aprenda
Essa importante lição
Preserve o meio ambiente
Pois o mundo está doente
E precisa de atenção

fonte: http://www.educarcomcordel.blogspot.com.br/

MEIO-AMBIENTE, ONTEM, HOJE E DEPOIS... UM TEXTO PARA REFLEXÃO...

"Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo. ”
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. "
"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástica bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época? "


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Agricultura saudável reduz emissões

Jorge Cardoso/MMA
Agricultura familiar: redução de impactos ambientais
Em evento realizado em Ouricuri (PE), diretor do Ministério do Meio Ambiente reforça papel da agroecologia frente às mudanças climáticas.

Por Marta Moraes –Edição: Alethea Muniz
O Ministério do Meio Ambiente participa neste sábado, 27 de fevereiro, em Ouricuri, no território do Araripe pernambucano, do encerramento da Caravana Agroecológica e Cultural do Araripe. Cerca de 120 pessoas de todos os estados do Semiárido brasileiro participam do encontro, iniciado no dia 25 de fevereiro (quinta-feira). Os participantes debatem no evento algumas experiências de famílias agricultoras da região que retratam as diferentes formas de produção, como os sistemas agroecológicos, irrigação, bovinocultura e alternativas para a convivência com o Semiárido.
Representante do Ministério do Meio Ambiente no encerramento, o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, destaca que a agroecologia, mais do que a questão dos alimentos, é uma estratégia para o quadro de mudanças climáticas. “É também uma oportunidade da sociedade, via agricultura familiar, participar efetivamente dos compromissos que estão postos pela preocupação no mundo pelas mudanças climáticas”, ressaltou.
Segundo Campello, uma agricultura saudável, com base agroecológica, minimiza a emissão de carbono no solo, reduz o desmatamento ilegal e mantém os serviços ambientais. “Todos os esforços para convivência com o Semiárido integram, na verdade, uma ação estratégia de iniciativas adaptadas à seca, que permite o homem a conviver num ambiente árido com sustentabilidade, sem degradar o meio ambiente”, afirmou. Além disso, tal iniciativa apoia o combate à desertificação, numa ação de adaptação que se reflete no Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA).
O Plano é um instrumento elaborado pelo governo federal, em colaboração com a sociedade civil, setor privado e governos estaduais, que tem como objetivo promover a redução da vulnerabilidade nacional à mudança do clima e à gestão do risco associado a esse fenômeno.  “O importante é mostrar como somos parceiros de compromissos mais estratégicos que estão postos para a sustentabilidade do planeta”, destacou Campello.
A programação inclui ainda a apresentação dos resultados do “Estudo de Viabilidade Econômica e Ecológica dos Agroecossistemas do Semiárido”, realizado em três agroecossistemas do território do Araripe. A iniciativa é da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) em parceria com a ONG Caatinga, Rede Ater Nordeste, Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa).
fonte: http://mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=1451

Cidades Sustentáveis

Martim Garcia/MMA
Brasília
A correta destinação dos resíduos sólidos é condição primordial para uma cidade sustentável. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em agosto de 2010, trouxe importantes instrumentos para que municípios de todo o Brasil iniciassem o enfrentamento aos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. PNRS tem como pilar o princípio da responsabilidade compartilhada. Isso significa que indústrias, distribuidores e varejistas, prefeituras e consumidores são todos responsáveis pelos resíduos sólidos e cada um terá de contribuir para que eles tenham uma disposição final adequada.

Buscar um melhor ordenamento do ambiente urbano primando pela qualidade de vida da população é trabalhar por uma cidade sustentável. Melhorar a mobilidade urbana, a poluição sonora e atmosférica, o descarte de resíduos sólidos, eficiência energética, economia de água, entre outros aspectos, contribuem para tornar uma cidade sustentável.
fonte: http://mma.gov.br/cidades-sustentaveis

sábado, 2 de janeiro de 2016

TRATAMENTO ALTERNATIVO DE ESGOTO DOMÉSTICO

video

                                   animação: Claudia T.Cseri http://www.youtube.com/watch?v=t8ODez-37GM

        

Ideal para áreas rurais, costeiras e periferias urbanas onde não existe tratamento de esgoto convencional ou  se usa fossas negras que contaminam subsolo e lençóis freáticos.
Trata-se da filtragem das águas negras (provindas das fossas sépticas ou diretamente dos vasos) e das águas cinzas, de tanques, pias e chuveiros, através de filtros de raízes de plantas sobre casca de arroz, areia, terra  e brita dispostos em camadas alternadas, por diversas sessões até o refino final da água pelo aguapé e alfaces d’água e que poderá ser utilizada para irrigação de pomares, jardins, viveiros e para lavar áreas externas.
                                               foto refino;Nijen paisagens
Este sistema todo poderá ser projetado de maneira a formar um belo e decorativo jardim multifuncional, pois não exala odores.  Atinge uma eficiência de 99%, mostrando-se um dos mais completos sistemas já propostos. Pode ser, portanto, utilizado para todo o esgoto produzido em uma residência, sem separação das águas servidas, conforme mostrado no esquema acima. No caso de separação das águas servidas, estas podem ser ligada diretamente à segunda caixa, sem necessitar passar pela primeira, cuja fermentação se tornará mais eficiente, passando antes por uma caixa de gordura
 O tratamento das águas com resíduos é resultado da união entre os processos físicos, químicos e biológicos que ocorrem pelo fíltro físico (raízes, brita e areia) e as comunidades bacterianas e macróficas (plantas ) que irão “digerir” a matéria orgânica presente nos efluentes.
zona de raízes: Foto Nijen Paisagismo

As plantas utilizadas para esse fim são: o copo-de-leite,  junco ou junquinho, taboa, papiro e outras, que podem ser vendidas para floriculturas proporcionando alguma  renda extra. As plantas consideradas nativas apresentam maior eficiência nas reduções da DBO e DQO (utilização do oxigênio na decomposição da matéria orgânica), resultando numa melhor qualidade da água resultante desse processo

Objetivos:
-Tratar o efluente por meio de uma tecnologia de baixo custo e fácil manutenção , evitando a contaminação do solo ao redor da residência por efluente doméstico não tratado, que pode conter agentes patogênicos, ovos e cistos de verminoses, e que influenciam negativamente à saúde da família, principalmente crianças;
- Mudar a consciência em relação aos cuidados com a água e seus usos na residência, por meio da observação do crescimento, do desenvolvimento e do aspecto paisagístico e da qualidade do efluente tratado que sai da estação de tratamento de esgoto - maior cuidado com o que se joga nos vasos sanitários;
- Integrar o sistema de tratamento de esgoto com a paisagem local, utilizando plantas nativas em áreas de Proteção Ambiental, e plantas com potencial paisagístico  em áreas da zona urbana;
- Trabalhar com um sistema de tratamento de esgoto que não necessite de equipamentos que utilizem energia, funcionando todo ele por gravidade e pela ação de oxigenação das plantas.
- Incluir o sistema de tratamento de esgoto como um elemento estético integrado ao jardim da residência, justamente por não exalar odores possibilitando transformá-lo em um local de observação;

  Existem inúmeros modelos seguindo esse padrão altamente eficiente, podendo-se utilizar o mais adequado para cada espaço, e as dimensões de cada “bacia” de tratamento dependerão da quantidade de “fornecedores” de cada residência. Em geral “bacias” ou tanques de 1m³ para casas com 5 moradores, portanto 0,20m³ por pessoa. Para isso pode-se utilizar caixas d’água, alvenaria, isolamento feito com lonas plásticas e outros métodos de impermeabilização do solo criando modelos e formatos decorativos.

http://www.youtube.com/watch?v=t8ODez-37GM

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Novo Código Florestal completa três anos

Paulo de Araújo/MMALei 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha”
Lei 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha”
O novo Código Florestal completou, nesta segunda-feira (25), três anos de existência. A Lei nº 12.651/2012 modificou a anterior em vários artigos e trouxe novidades como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a “regra da escadinha” para compensação ambiental. Segundo a ministra Izabella Teixeira, a “regra da escadinha” consiste em “tratar os desiguais de forma desigual” na hora de cobrar os passivos ambientais, referindo-se aos pequenos proprietários de terra e agricultores familiares.
De acordo com o diretor-presidente do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Raimundo Deusdará, o Ministério do Meio Ambiente vem trabalhando para que os estados cumpram as suas funções definidas na nova lei.
“O novo Código Florestal trouxe a descentralização da gestão florestal no Brasil, destacando um papel preponderante para os estados”, disse. “A União elaborou ferramentas necessárias para que os estados possam realizar a inscrição no CAR, além de apoiar os pequenos produtores com cursos e assistência técnica.”
Prorrogação
O Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) está disponível no endereço www.car.gov.br e receberá adesões até 5 de maio de 2016. O prazo para a inscrição no CAR, que venceu em maio deste ano, foi prorrogado por decreto da presidenta Dilma Rousseff pelo período de mais um ano.
“No meu entendimento, há cada vez mais interesse da sociedade em executar o novo código. Conseguimos superar a fase de contraditar a lei. A lei é um fato. Percebo o engajamento do terceiro setor, dos estados e dos municípios no esforço de implantação do código”, destaca Deusdará.
Segundo ele, existe mais clareza, atualmente, sobre os benefícios trazidos pela nova lei, como a segurança jurídica para os proprietários e posseiros, a legalização ambiental e o acesso ao crédito rural – que após maio de 2017 não será mais acessível ao produtor que não tiver realizado o CAR.
Recuperação
Em relação ao Programa de Recuperação Ambiental (PRA), passo seguinte ao CAR, os estados têm uma missão exclusiva e preponderante. “A União já fez os regulamentos relacionados às normas gerais e complementares”, explicou o diretor do SFB. “Agora, os estados precisam dar continuidade em relação à regulamentação estadual de cada programa.”
Fonte:

domingo, 17 de maio de 2015

Fossa Septica - Como Fazer

Fossa nova
O sistema biodigestor desenvolvido pela Embrapa tem dupla função: elimina doenças e produz adubo orgânico de qualidade 

Gustavo Laredo
Ilustrações: Antonio Figueiredo


O Ministério da Saúde adverte: a falta de água tratada e de esgoto sanitário provocam diarréia, hepatite, salmonelose e cólera, doenças que resultam em cerca de 75% das internações hospitalares. No campo, a comumente usada fossa negra contamina os lençóis freáticos, fazendo da água usada pelo agricultor um veneno potente.A Embrapa Instrumentação Tecnológica, em São Carlos, SP, desenvolveu um sistema barato e eficiente para livrar o produtor dessas doenças e ainda ajudá-lo no cultivo de suas lavouras. A fossa séptica biodigestora, além de evitar a contaminação do lençol freático, produz um adubo orgânico líquido que pode ser utilizado em hortas e pomares.
A técnica é simples. Três caixas-d'água conectadas entre si são enterradas para manter o isolamento térmico. A primeira delas é ligada ao sistema de esgoto e recebe, uma vez por mês, 20 litros de uma mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco. Este material, junto com as fezes humanas, fermenta. A alta temperatura e a vedação das duas primeiras caixas eliminam os patógenos. No final do processo, o líquido está sem micróbios e pode ser usado como adubo.
Pelos estudos da Embrapa, esse tipo de sistema é ideal para uma família composta por cinco pessoas que despejam 50 litros de água e resíduos por dia. Se houver mais gente, a sugestão é colocar mais uma caixa de mil litros. Segundo o pesquisador Antonio Pereira de Novaes, o custo da fossa é de mil reais.
Para as propriedades que já estão com os lençóis freáticos contaminados, a Embrapa recomenda o uso de um clorador entre o cano de captação de água do poço e o reservatório. Isso elimina os microorganismos e garante água potável.

Passo a passo
Gustavo Laredo
Ilustrações: Antonio Figueiredo



Técnica prevê a conexão de três caixas-d'água entre si, devidamente enterradas para preservar isolamento térmico

 uma vez por mês, acrescentar à mistura esterco e água
1. mistura com 50% de água e 50% de esterco bovino fresco
2. A água desta caixa pode ser usada para fertirrigação...
3. ... ou liberada para o subsolo, sem risco para o lençol freático
Montagem
1. Para montar a fossa séptica biodigestora você vai precisar de três caixas-d'água de mil litros cada. Como ficarão enterradas, recomenda-se o uso de caixas de fibra de vidro ou de cimento, pois esses materiais suportam altas temperaturas e duram mais. Antes de cavar os buracos no solo para colocar as caixas, você vai precisar furá-las para inserir os tubos de PVC. Utilize uma serra copo diamantada de 100 milímetros para fazer os furos. Caso não tenha essa ferramenta, marque o furo usando o cano como modelo e, com uma broca de vídia, de um quarto de polegada, faça pequenos orifícios. Com uma talhadeira, finalize o buraco e depois o lime com uma grosa. Os tubos e conexões devem ser vedados com cola de silicone na junção com a caixa.2. Cave no solo três buracos de aproximadamente 80 centímetros cada para colocar as caixas. Conecte o sistema exclusivamente ao vaso sanitário. Não o ligue a tubos de pias, pois a água que vem delas não é patogênica. Além disso, sabão e detergente inibem o processo de biodigestão.
3. Utilize um tubo de PVC de 100 milímetros para ligar a privada à primeira caixa. Para facilitar a vazão, deixe este cano com uma inclinação de 5% entre o vaso e o sitema. Para não correr o risco de sobrecarrega, não use válvulas de descarga. Prefira caixas que liberem entre sete e dez litros de água a cada vez que é acionada. Coloque uma válvula de retenção (a) antes da entrada da primeira caixa para colocar a mistura de água e esterco bovino.
4. Ligue a segunda caixa à primeira com um cano curva de 90 graus (b). Feche as duas tampas com borracha de vedação de 15 por 15 milímetros (c) e coloque um cano em cada uma delas que servirá de chaminé (d) para liberar o gás metano acumulado. Não vede a terceira caixa, pois é por ela que você irá retirar o adubo líquido. Entre as três caixas, coloque um T de inspeção para o caso de entupimento (e).
5. Caso você não queira utilizar o adubo, faça na terceira caixa um filtro de areia para permitir a saída de água sem excesso de matéria orgânica. Coloque no fundo uma tela de nylon fina. Sobre ela, ponha uma camada de dez centímetros de pedra britada número três e dez centímetros da de número um, nessa ordem, e mais uma tela de nylon (f). Depois, coloque uma camada de areia fina lavada. Instale um registro de esfera de 50 milímetros para permitir que essa água vá para o solo (g).

fonte: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC921359-4528-2,00.html