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domingo, 17 de maio de 2015
Fossa Séptica Biodigestora
Fossa Séptica Não-Contaminante De Lençol Freático - Download fossa.pdf
Revista em quadrinho Papo Cabeça - Download revista.pdf
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e o Abastecimento, a agricultura de base familiar reúne 14 milhões de pessoas, mais de 60% do total de agricultores, e detém 75% dos estabelecimentos agrícolas no Brasil. É comum nessas propriedades o uso de fossas rudimentares (fossa "negra", poço, buraco, etc.), que contaminam águas subterrâneas e, obviamente os poços de água, os conhecidos poços ”caipiras”. Assim, há a possibilidade de contaminação dessa população, por doenças veiculadas pela urina, fezes e água, como hepatite, cólera, salmonelose e outras.
O processo de biodigestão de resíduos orgânicos é bastante antigo, sendo que a primeira unidade foi instalada em Bombaim, na Índia em 1819; na Austrália uma companhia produz e industrializa o metano a partir de esgoto desde 1911. A China possui 4,5 milhões de biodigestores que produzem gás e adubo orgânico, sendo que a principal função é o saneamento no meio rural (http://www.cdcc.sc.usp.br/escolas/juliano/biodiges.html#6). No Brasil, a ênfase para os biodigestores foi dada para a produção de gás, com o objetivo de converter a energia do biogás em energia elétrica através de geradores. Isso permitiu melhorar as condições rurais, como por exemplo o uso de ordenhadeiras na produção de leite, e outros benefícios que podem ser introduzidos. Esse processo realiza-se através da decomposição anaeróbica da matéria orgânica digerível por bactérias que a transforma em biogás e efluente estabilizado e sem odores, podendo ser utilizado para fins agrícolas. As fases do processo constam de: fase de hidrólise enzimática, ácida e metanogênica (Olsen & Larsen, 1987), as quais eliminam todo e qualquer elemento patogênico existente nas fezes, devido principalmente, à variação de temperatura. Com isso, o processo de biodigestão de resíduos orgânicos é uma possibilidade real a ser considerada para a melhoria do saneamento no meio rural.
Em suma, o biodigestor aqui desenvolvido tem dois objetivos: 1) substituir, a um custo barato para o produtor rural, o esgoto a céu aberto e as fossas sépticas e 2) utilizar o efluente como um adubo orgânico, minimizando gastos com adubação química, ou seja, melhorar o saneamento rural e desenvolver a agricultura orgânica.
Figura 1a - Todo o sistema
O sistema (figura 1a) é composto por duas caixas de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L cada [5], facilmente encontradas no comércio, conectadas exclusivamente ao vaso sanitário, (pois a água do banheiro e da pia não têm potencial patogênico e sabão ou detergente tem propriedades antibióticas que inibem o processo de biodigestão) e a uma terceira de 1000 L [6], que serve para coleta do efluente (adubo orgânico). As tampas dessas caixas devem ser vedadas com borracha e unidas entre si por tubos e conexões de PVC de 4", com curva de 90o longa [3] no interior das caixas e T de inspeção [4] para o caso de entupimento do sistema. Os tubos e conexões devem ser vedados na junção com a caixa com cola de silicone e o sistema deve ficar enterrado no solo para manter o isolamento térmico. Inicialmente, a primeira caixa deve ser preenchida com aproximadamente 20 L de uma mistura de 50% de água e 50% esterco bovino (fresco). O objetivo desse procedimento é aumentar a atividade microbiana e consequentemente a eficiência da biodigestão, dever ser repetido a cada 30 dias com 10 L da mistura água/esterco bovino através da válvula de retenção [1]. O sistema consta ainda de duas chaminés de alívio [2] colocadas sobre as duas primeiras caixas para a descarga do gás acumulado (CH4). A coleta do efluente é feita através do registro de esfera de 50 mm [7] instalado na caixa coletora [6]. Caso não se deseje aproveitar o efluente como adubo e utilizá-lo somente para irrigação, pode-se montar na terceira caixa um filtro de areia, que permitirá a saída de água sem excesso de matéria orgânica dissolvida (figura 1b).
Figura 1b - 3a. caixa projetada para remoção da matéria orgânica
A lista de material necessário para a construção do sistema é a seguinte:
| Item | Quant. | Unidade | Descrição |
| 01 | 03 | pç | Caixa de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L |
| 02 | 06 | m | Tubo de PVC 100mm para esgoto |
| 03 | 01 | pç | Válvula de retenção de PVC 100mm |
| 04 | 02 | pç | Curva 90° longa de PVC 100mm |
| 05 | 03 | pç | Luva de PVC 100mm |
| 06 | 02 | pç | Tê de inspeção de PVC 100mm |
| 07 | 10 | pç | O’ring 100mm |
| 08 | 02 | m | Tubo de PVC soldável 25mm |
| 09 | 02 | pç | Cap de PVC soldável 25mm |
| 10 | 02 | pç | Flange de PVC soldável 25mm |
| 11 | 01 | pç | Flange de PVC soldável 50mm |
| 12 | 01 | m | Tubo de PVC soldável 50mm |
| 13 | 01 | pç | Registro de esfera de PVC 50mm |
| 14 | 02 | tb | Cola de silicone de 300g |
| 15 | 25 | m | Borracha de vedação 15x15mm |
| 16 | 01 | tb | Pasta lubrificante para juntas elásticas em PVC rígido – 400g |
| 17 | 01 | tb | Adesivo para PVC – 100g |
| 18 | 01 | litro | Neutrol |
FERRAMENTAL
| Item | Quant. | Unidade | Descrição |
| 01 | 01 | pç | Serra copo 100mm |
| 02 | 01 | pç | Serra copo 50mm |
| 03 | 01 | pç | Serra copo 25mm |
| 04 | 01 | pç | Aplicador de silicone |
| 05 | 01 | pç | Arco de serra c/ lâmina de 24 dentes |
| 06 | 01 | pç | Furadeira elétrica |
| 07 | 01 | pç | Pincel de ¾’ |
| 08 | 01 | pç | Pincel de 4” |
| 09 | 01 | pç | Estilete ou faca |
| 10 | 02 | fl | Lixa comum no. 100 |
Se não for utilizar o efluente como adubo orgânico, mais:
- Areia fina lavada
- Pedra britada nº 1
- Pedra britada nº 3
- Tela de nylon fina - tipo mosquiteiro
fonte: http://www.cnpdia.embrapa.br/produtos/fossa.html
sábado, 2 de maio de 2015
BENEFÍCIOS DA AGRICULTURA ORGÂNICA
A agricultura orgânica tem como ponto de base os princípios da agroecologia . Não usa fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos sintéticos para a alimentação animal. Esses insumos químicos são substituídos por processos biológicos. O manejo na agricultura orgânica valoriza o uso eficiente dos recursos naturais não renováveis, bem como o aproveitamento dos recursos naturais renováveis e dos processos biológicos .
É o sistema de produção que tem por objetivo preservar o meio ambiente, a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. Esta prática agrícola preocupa-se com a saúde dos seres humanos, dos animais e das plantas, entendendo que seres humanos saudáveis são frutos de solos equilibrados e biologicamente ativos, adotando técnicas integradoras e apostando na diversidade de culturas, levando ao desenvolvimento de inimigos naturais, sendo item chave para a obtenção de sustentabilidade. O solo é um organismo vivo e o manejo do solo propicia oferta constante de matéria orgânica (adubos verdes, cobertura morta e composto orgânico), resultando em fertilidade do solo.
Fundamenta-se em princípios básicos:
– Respeito à natureza.
– Reciclagem de recursos.
– Independência dos sistemas de produção: ao substituir insumos tecnológicos e agroindustriais.
– Inserção de processos biológicos nos modos de produção.
– Manutenção da biodiversidade;
– Preservação do meio ambiente.
-Desenvolvimento econômico e social.
-Qualidade de vida humana.
A agricultura orgânica ainda oferece nos supermercados e quitandas produtos com preços elevados em comparação aos de produtos agrícolas produzidos de maneira convencional (com aditivos químicos), sendo necessário maiores incentivos de governos para “baratear” o preço final do produto orgânico, popularizando esse método de produção na maioria das propriedades rurais e cooperativas, e divulgando os seus benefícios para a sociedade e investidores.
BENEFÍCIOS: A AGRICULTURA ORGÂNICA REDUZ CUSTOS NA PRODUÇÃO E AGREGA VALOR AOS PRODUTOS.
No Brasil, a produção orgânica é uma atividade que está em grande expansão entre os agricultores familiares e assentados oriundos da reforma agrária. Acredita-se que em torno de 85% dos produtores orgânicos brasileiros sejam produzidos dessa forma. Esse tipo de agricultura é responsável por uma redução considerável da fadiga do terreno e por uma diminuição no consumo de água, pois elimina o uso de produtos químicos.
Este tipo de produção é voltado para o cultivo de cereais, oleaginosas e leguminosas. Essa prática permite uma considerável redução de custos ao pequeno produtor, além de agregar valor aos produtos, que vão para o mercado com selos de respeito ecológico, sua garantia de qualidade.
As pessoas acreditam que esse tipo de produção é mais caro que o tipo de produção convencional. Mas é um pensamento errôneo, pois, além de ser um sistema de produção de menor custo, ele ainda produz alimentos mais vistosos e permite que as plantas possam expressar todo o potencial produtivo que elas possuem.
Esse sistema de produção traz benefícios como: plantas de qualidade, que não apresentam riscos de envenenamento para aqueles que irão consumi-las. Além disso, o produtor que lida diretamente com a produção pode ficar tranquilo, pois nesse sistema ele irá trabalhar em um ambiente protegido de chuvas e de solos encharcados, já que só é possível fazer uma produção orgânica sob um abrigo de cultivo. Por fim, o ambiente também lucra com a produção orgânica, pois não há agressões de produtos químicos.
Além dos benefícios já citados, como é o caso da redução dos custos da produção (já que nesse tipo de sistema não é necessário altos investimentos em produtos químicos), ocorre também uma maior resistência aos cultivos de seco, reduzindo significativamente o consumo de água e os custos que isso também implicaria.
Para a implantação de uma agricultura orgânica de qualidade, o produtor deve buscar todas as informações científicas e práticas que o sistema demanda. Só assim será possível realizar uma produção que seja ecologicamente correta e capaz de proporcionar os resultados econômicos desejados, como economia na produção e maior valor de venda dos produtos.
fonte: https://biovegetalinterativa.wordpress.com/2012/11/16/beneficios-da-agricultura-organica/
sexta-feira, 24 de abril de 2015
COMO ALCANÇAR A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL?
* por Mary Lúcia Andrade Correia
Na realidade, sustentabilidade é um conceito que está relacionado diretamente com a forma de intervenção do homem no meio ambiente. É um conceito que demonstra que aquele produto foi produzido ou fabricado respeitando as normas e os princípios ambientais, minimizando ou mitigando os efeitos dos danos ao meio ambiente, utilizando tecnologias e materiais ecologicamente corretos. Hodiernamente, uma característica da economia atual é o desperdício mais ou menos acentuado de água, energia e capital natural. Para alcançar a sustentabilidade, é necessário que se leve em consideração o meio ambiente e o estoque natural sem comprometer a capacidade de manutenção desses recursos para as presentes e futuras gerações. É indispensável a racionalidade na utilização dos recursos naturais e recursos ambientais.
O desenvolvimento sustentável tem se tornado um desafio para toda e qualquer atividade que tem compromisso socioambiental. A sustentabilidade ambiental consiste em um novo paradigma que deve ser alcançado, sob pena de os custos ambientais serem tão elevados para a sociedade e muitas atividades humanas não poderem persistir num futuro muito próximo. Todos nós dependemos dos recursos naturais e ambientais, e, portanto, nesta perspectiva temos de prolongar a vida útil desses recursos. Como sociedade, gestores, empresários e pesquisadores, somos todos responsáveis por nossas ações e omissões com o planeta Terra. Alguns fatores como as mudanças climáticas, escassez de recursos hídricos, crescimento populacional, perda da biodiversidade, desertificação, energia, combustíveis e desmatamento são problemas que precisam de ação e planejamento de estratégias que diminuam os riscos ambientais e aumentem a possibilidade de oportunidades mais sustentáveis no mundo. Precisamos refletir sobre nossas práticas, atitudes e posturas na sociedade atual. Essa é uma questão complexa, pois envolve pesquisa, conhecimento, novas tecnologias e tempo.
Analisando o cenário que temos, eu diria que ainda não estamos preparados para alcançar a sustentabilidade, pois será necessário um longo processo de educação ambiental, resgate de valores éticos, morais e culturais. Sabemos que algo já começa a ser feito, mas ainda há muito por fazer, pois a sustentabilidade ambiental depende de cada um de nós e do nosso compromisso enquanto passageiros dessa nave chamada Terra. Para tanto, os critérios de sustentabilidade precisam ser aplicados: sustentabilidade social, cultural, ecológica, econômica e política. Para se alcançar um desenvolvimento sustentável, esses critérios precisam ser satisfeitos em todas as dimensões. Será que estamos realmente conscientes e preparados para o desafio dessa nova realidade? Em um mundo cheio de desemprego e crescimento calcado no quantitativo e não no qualitativo, que pouco leva em consideração a dimensão ambiental, é possível a mudança de paradigma?
O atual modelo econômico com meios de produção e consumo, maximizando os lucros e com a compreensão de que o meio ambiente é apenas, ou acima de tudo, fonte fornecedora de matéria-prima e energia, está com os dias contados. A natureza nos tem enviado inúmeras mensagens dizendo que esse modelo está ultrapassado. Uma nova visão sistêmica da realidade baseada na compreensão do universo como um todo, em forma de rede com seus elementos interligados e interdependentes, constitui uma importante ferramenta de compreensão dos novos tempos. O que estaríamos dispostos a fazer em nome da sustentabilidade? Esta é uma pergunta que se deve fazer a si mesmo.
Estamos consumindo 20% a mais do que a Terra consegue suportar. E, detalhe, se toda a população do planeta consumisse e tivesse o poder aquisitivo como os norte-americanos e europeus, que possuem padrão alto de consumo, hoje nós precisaríamos de pelo menos quatro planetas Terra para alimentar toda a população. Uma nova concepção de estilo de vida precisa ser implementada, e isso requer coragem, mudanças de hábitos, criação de uma nova cultura, gestão de recursos, implantação de uma economia verde e de políticas públicas dentro dos novos parâmetros de desenvolvimento. Certamente, a reflexão sobre o assunto já é um começo, um ponto de partida e ao mesmo tempo um exercício que todos nós devemos começar a fazer para um mundo melhor.
* Mary Lúcia Andrade Correia é professora e coordenadora do curso de especialização em Direito Ambiental da Unifor. É mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará, especialista em Direito Ambiental pela Universidade Estadual do Ceará, especialista em Geografia pela UFC e graduada em Direito pela Unifor e em Geografia pela UECE
Fonte: http://unifornoticias.unifor.br/index.php?option=com_content&view=article&id=471&Itemid=31
SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL – DESENVOLVIMENTO E PROTEÇÃO
Preservar o meio ambiente e ainda garantir o desenvolvimento: este é o objetivo de todas as ações que garantam a sustentabilidade ambiental. Consiste na manutenção das funções e componentes do ecossistema, de modo sustentável, buscando a aquisição de medidas que sejam realistas para os setores das atividades humanas. A ideia é conseguir o desenvolvimento em todos os campos, sem que, para isso, seja necessário agredir o meio ambiente.
E como fazer isso? Através do uso inteligente dos recursos naturais, garantindo que eles tenham longevidade, ou seja, se mantenham para o futuro. Nessa linha, a Sustentabilidade Ambiental é a capacidade de manter o ambiente natural viável à manutenção das condições de vida para as pessoas e para as outras espécies. Isso garante, ainda, a qualidade de vida para o homem, tendo em conta a habitabilidade, a beleza do ambiente e sua função como fonte de energias renováveis. A adoção das medidas que deem sustentação ambiental garante, em médio e longo prazo, um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana, garantindo a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) necessários para a qualidade de vida das próximas gerações.
Um dos exemplos de ações de sustentabilidade e que recai sobre o campo das energias renováveis, é a procura de um substituto ecologicamente aceitável ao petróleo, que além de altamente poluente, tende a esgotar-se ainda mais rápido por conta do aumento do consumo ao longo dos séculos XX e XXI. No Brasil, cada vez mais pesquisas vêm sendo realizadas na busca de uma alternativa através do chamado biocombustível. Outra boa alternativa de sustentabilidade ambiental é a agricultura orgânica, termo usado para designar a produção de alimentos e outros produtos vegetais que não faz uso de produtos químicos sintéticos ou organismos geneticamente modificados, que agridem a natureza e são prejudiciais à saúde. A agricultura orgânica ganha caráter sustentável, pois persegue três objetivos principais: a conservação do meio ambiente, a formação de unidades agrícolas lucrativas e a criação de comunidades agrícolas prósperas.
Outros exemplos importantes de Ações Sustentáveis: exploração dos recursos vegetais de florestas e matas, garantindo o replantio; preservação de áreas verdes não destinadas à exploração econômica; uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica); reciclagem dos resíduos sólidos e exploração do gás liberado em aterros sanitários como fonte de energia; e consumo controlado da água, visando evitar o desperdício, além da assunção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos; entre outras.
Sustentabilidade ambiental é uma característica que assume toda pessoa ou instituição que se importa com a continuidade da vida no planeta!
Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br/artigos/sustentabilidade-ambiental-desenvolvimento-e-protecao/
terça-feira, 21 de abril de 2015
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