A Serra da
Ibiapaba corre o grande risco de sofrer um colapso no abastecimento
d’água. O açude responsável por abastecer toda a região, o Jaburú, está
com apenas 24% de sua capacidade.
Segundo dados
atuais da FUNCEME – Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos
Hídricos do Ceará, o açude Jaburu chega a ter exatos 24.07% de sua
capacidade, portanto, chegando no alerta vermelho.
Esta situação é presente em todos os açudes do Ceará, que tem a média de volume total em torno de 20%.
As águas do Jaburú são captadas pela Cagece em Tianguá.
O Ceará tem 64% de chance de ter a quadra chuvosa abaixo da média histórica em 2015. É o pior prognóstico dos últimos anos, divulgado em coletiva na manhã desta terça-feira, 20, pela Funceme.
A possibilidade das precipitações deste ano estar em torno da média,
consideradas normais, é de 27%, e é de apenas 9% a chance de o ano ser
chuvoso. A análise revela uma grande chance de o Estado entrar no quarto
ano consecutivo de estiagem, reforçando a gravidade do panorama da Seca
no Ceará.
Vivemos num mundo acelerado. Informações viajam instantaneamente de um canto a outro do planeta, produzindo reflexos quase imediatos em locais distantes do globo, pois o que ocorre em qualquer lugar do mundo, em frações de segundo, pode ser veiculado para qualquer outro lugar. As mercadorias, por sua vez, são jogadas num circuito cada vez mais amplo e veloz de movimento, tornando-as descartáveis, fazendo com que tenhamos a falsa impressão de que necessitamos comprar mais e mais. E as pessoas? Nunca viajaram tanto, seja a trabalho, seja a lazer, transformado o mundo numa terra sem fronteiras. A impressão que temos é que o tempo passa mais rápido, e os lugares estão mais perto.
Refletindo a esse respeito, observamos que com a correria do dia a dia, muitas vezes não nos damos conta das mudanças ocorridas nas paisagens naturais que outrora tínhamos em muitos pontos de nosso município, no qual tem como características vestígios de mata atlântica, visto que nossa cidade, São Benedito, localiza-se no dorso da Serra da Ibiapaba, acerca de 900 metros acima do nível do mar.
Como sabemos o homem, ao longo de sua história, foi se adaptando ao ambiente em que vivia, conforme suas necessidades. Isso aconteceu em todos os lugares do mundo, e em nossa cidade, não foi diferente.
Podemos dizer que tudo começou na época da chegada dos portugueses na região da Ibiapaba, em meados do século XVII. Conta-se que Pero Coelho de Sousa armou um de seus acampamentos as margens de um riacho, que posteriormente fora chamado de rio Arabê. Anos depois essas terras foram doadas a um índio chamado Jacob, onde esse criou um aldeamento, que tinha como base uma capela erguida em homenagem a São Benedito, na qual o índio Jacob tornou-se devoto depois de sua catequização. A partir dali, surgiu uma vila, que pertencia ao município de Viçosa do Ceará. Dessa forma, nossa cidade acabou sendo formada. Com o passar dos tempos, as aglomerações de pessoas nessa região, fizeram com que a cidade começasse a crescer, principalmente com o advento de uma feira livre, que fora implantada por um padre, na década de 1850.
Para que tudo isso fosse possível, o homem teve que modificar o ambiente natural. Dessa forma, parte da natureza foi destruída, abrindo espaços para as construções. Modificando, assim, a paisagem natural, transformando-a para que se pudesse habitar de forma mais adequada.
Hoje, apesar ter um status de cidade pequena, nossa São Benedito ainda sofre com a ação humana, que teima em modificar o ambiente. Agora, não mais para criar condições de sobrevivência, mas para suprir a ganância de pessoas que aproveitam as ocasiões para abarrotar suas contas bancárias, trazendo para nossa cidade uma especulação imobiliária que está acabando com as poucas reservas naturais que ainda temos. Essa especulação imobiliária está sendo impulsionada pela construção de um enorme santuário, o que está transformando nossa cidade em um grande centro religioso, recebendo romeiros de várias partes do Ceará e estados Vizinhos, principalmente do Piauí.
Mas para isso, estamos pagando um preço muito alto. Nosso rio Arabê, que servia nossa população, fornecendo água potável, está praticamente morto. Até os açudes, que foram construídos para ajudar no abastecimento da outrora pequena São Benedito, estão poluídos. As matas, que são cantadas em versos em nosso hino municipal, estão acabando.
É preciso que algo seja feito, para que nossas gerações futuras possam usufruir um pouco que usufruímos. Preservar o que ainda resta, e reflorestar o que ainda dá para recuperar. As escolas estão buscando fazer sua parte, através da conscientização dos alunos, e de ações de replantio de arvores, limpeza dos rios e açudes, reaproveitamento, reutilização e reciclagem do lixo. Mas todas essas ações podem se tornar nulas, se as pessoas que tem o poder, e o dinheiro, não fizerem sua parte, esquecendo um pouco o lucro fácil, buscando melhorias de forma sustentável.
Resumindo, podemos concluir então que é melhor preservar a paisagem natural do que destruí-la, pois os ambientes modificados têm causado sérios problemas por sua alteração, e só prejudicam a qualidade de nossas vidas. Infelizmente, não foram adotadas ações sustentáveis que preservasse o meio ambiente em nosso município. Muito pelo contrário. Há um crescimento sem preocupação com o que pode vir a acontecer com nossas matas e nosso clima.
Instituído no Brasil na década de 1960, o termo “deserto verde” se refere a grandes áreas cobertas por um tipo de vegetação introduzida de maneira artificial pelo ser humano. Essa ação pode ser por meio de reflorestamento com espécies consideradas não nativas ou mesmo por meio de plantações em larga escala.
O deserto verde mais conhecido é o de plantação de árvores para a produção de papel e celulose. Neste sentido, as árvores mais utilizadas para este cultivo são o eucalipto, pinus e acácia.
A plantação da primeira cresce desenfreadamente no Brasil todos os dias. Estima-se que sejam mais de 720 hectares dia, equivalente a 960 campos de futebol, segundo estimativas da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas.
Os estados de Minas Gerais, São Paulo e Bahia lideram o ranking, mas o deserto verde se alastra também por outros estados do sul e nordeste do país. No Paraná, inclusive, são mais de 900 mil hectares de eucalipto e pinus plantados.
De acordo com especialistas, esses ecossistemas não são capazes de sustentar uma comunidade de animais e outras formas de vida. Esse sistema de monocultura também acontece nas lavouras de cana e soja, onde é comum a utilização de técnicas intensivas de manejo, como agroquímicos, que são capazes de esterilizar o solo e impedir a colonização por outras plantas e animais. No entanto, ainda assim, esses desertos ainda podem funcionar como corredores entre florestas, permitindo o intercâmbio das espécies que nelas vivem.
Economia x Natureza
Os benefícios desse sistema de plantio são muitos, economicamente falando. As empresas utilizam essas florestas para fabricar mais celulose e, com isso, importar cada vez mais. No entanto, apesar disso, alguns especialistas vão contra o movimento e não apoiam a ideia de desertos verdes.
Isso porque, o sistema tem efeitos negativos no meio ambiente, com a desertificação, erosão, vazio em biodiversidade e populações humanas.
Estudos revelam que a monocultura do eucalipto, por exemplo, consome tanta água que pode afetar significativamente os recursos hídricos, com o assoreamento dos rios. Essa situação gera um problema não só aos animais, mas também à população, já que há impedimento na produção de qualquer tipo de alimento, com a improdutividade da terra.
Além disso, as próprias indústrias são grandes consumidoras do recurso hídrico, o que agrava ainda mais o problema. Neste sentido, muitas companhias vêm investindo em produção de baixo impacto, com mecanismos que permitem a reutilização e reaproveitamento da água, e com projetos que visam à redução de energia gasta.
Rainhas da biodiversidade, abelhas correm perigo | Envolverde
A natureza age como um corpo único, interligado de uma maneira
altamente complexa e sustentável. Uma alteração em certo ponto da cadeia
natural se reflete, muitas vezes, no resto do processo como um todo. E
esse impacto, se não corrigido, torna-se cada vez mais visível na
biodiversidade do planeta.
Com seu zumbido alto e ferrão dolorido, as abelhas são responsáveis
por um processo essencial à vida do homem e do planeta: são as rainhas
da polinização. Ao buscarem o pólen nos campos para a produção de mel na
colmeia, as abelhas espalham esses minúsculos grãos (futuras sementes)
na região que habitam, colaborando para a manutenção da biodiversidade.
No entanto, as colônias de abelha estão
cada vez mais escassas e o processo de polinização fragilizado. O
Greenpeace foi pesquisar em campo o que acontece com a população de
abelhas na Europa e produziu o estudo “O Fardo das Abelhas”, ou “The
Bees’ Burden” em inglês, que aponta como o uso de agrotóxicos e
pesticidas nas plantas pode acabar com as abelhas. O documento pode ser
lido aqui, em inglês.
O relatório analisou o pólen coletado pelas abelhas e levado de volta
à colmeia: mais de dois terços estavam contaminados por 17 diferentes
químicas tóxicas. Um total de 53 tipos de compostos químicos foi
detectado ao decorrer do estudo. Este projeto é um dos maiores já
realizados na Europa, com mais de 100 amostras retiradas de 12 países
europeus numa mesma estação.
Veja o vídeo do Greenpeace ‘SOS Abelhas’
A larga escala de produtos químicos sugere que as abelhas estejam
expostas a uma perigosa mistura de inseticidas, fungicidas e acaricidas,
sendo que esse pólen que vai para a colmeia serve de alimento às
larvas, abelhas operárias, zangões e até a abelha rainha.
É urgente a necessidade de protegermos nossas abelhas e nossa
agricultura, já que os agrotóxicos afetam profundamente a qualidade de
vida dos humano também. Políticas públicas e leis vigorosas contra os
produtos químicos devem ser tomadas, banindo definitivamente das
plantações as substâncias tóxicas.
Uma das maneiras de começar esse processo seria incentivar a
agricultura orgânica, que produz comida sem agrotóxicos, visando a não
poluição e técnicas de proteção de peste a longo prazo. A agricultura
orgânica e sustentável é uma das principais maneiras de salvar as
abelhas e produzir comida saudável à população.
Junte-se a nós tomando iniciativa agora. Faça parte do movimento
global para salvar as abelhas e garantir a agricultura orgânica
assinando a nossa petição. * Publicado originalmente no site Greenpeace.
(Greenpeace)
fonte: http://envolverde.com.br/sociedade/rainhas-da-biodiversidade-abelhas-correm-perigo/
A vida foi te dada... na retirada de tuas propriedades: o
barro, as plantas, os animais... mas, a vida foi te dada...para dar vida a
outros seres, inclusive a mim... A vida foi te dada... para brilhar com os
raios do Sol refletindo em ti e enchendo os olhos de quem te vê... A vida foi
te dada ... para hoje com o descaso, a mesma vida que te foi dada, te seja
retirada aos poucos para que doa mais ainda... É lentamente que tu estás
morrendo... Tão lento quanto foi construído... E é lentamente que meu coração
morre ao te ver morrer... Meu Açude...
Poema da professora Ana Célia Sá, apresentado no Programa Cpaco e o Debate Ambiental do dia 26 de abril de 2014 O Açude dos Crescêncios fica localizado na entrada de São Benedito, no norte da cidade, saída para Ibiapina. O assoreamento e poluição estão pondo em risco esse açude.
“Um dia a vida surgiu na terra. A terra tinha com a vida um cordão umbilical. A vida e a terra. A terra era grande e a vida pequena. Inicial. A vida foi crescendo e a terra ficando menor, não pequena. Cercada, a terra virou coisa de alguém, não de todos, não comum. Virou a sorte de alguns e a desgraça de tantos. Na história foi tema de revoltas, revoluções, transformações. A terra e a cerca.
Muitas reformas se fizeram para dividir a terra, para torná-la de muitos e, quem sabe, até de todas as pessoas. Mas isso não aconteceu em todos os lugares. A democracia esbarrou na cerca e se feriu nos seus arames farpados. O mundo está evidentemente atrasado. Onde se fez a reforma o progresso chegou. Mas a verdade é que até agora a cerca venceu, o que nasceu para todas as pessoas em poucas mãos ainda está.
No Brasil, a terra, também cercada, está no centro da história. Os pedaços que foram democratizados custaram muito sangue, dor e sofrimento. Virou poder de Portugal, dos coronéis, dos grandes grupos, virou privilégio, poder político, base da exclusão, força do apartheid.
Nas cidades, virou mansões e favelas. Virou absurdo sem limites, tabu. Mas é tanta, é tão grande, tão produtiva que a cerca treme, os limites se rompem, a história muda e ao longo do tempo o momento chega para pensar diferente: a terra é bem planetário, não pode ser privilégio de ninguém; é bem social, e não privado; é patrimônio da humanidade, e não arma do egoísmo particular de ninguém. É para produzir, gerar alimentos, empregos, viver. É bem de todos para todos. Esse é o único destino possível para a terra.
Para que possamos entender qual a importância da reciclagem para o meio ambiente, devemos, primeiramente, compreender alguns fatos pertinentes de nossa sociedade, tal como o aumento populacional e o crescimento da indústria.
Via de regra, com o crescente aumento da população mundial e com o expressivo crescimento industrial há também de se constatar um considerável aumento da quantia de resíduos produzidos pela sociedade, sejam eles orgânicos ou inorgânicos.
Devido a essa grande quantidade de lixo gerada todos os dias em todo o mundo, a reciclagem se torna, cada vez mais, uma atitude imprescindível para a manutenção da saúde das pessoas e também de nosso planeta.
De maneira simples, a reciclagem pode ser entendida como o processo de reaproveitamento pelo qual passam objetos usados, a fim de que novos produtos possam ser confeccionados a partir deles.
Economicamente, a reciclagem é geradora de riquezas, uma vez que as empresas se valem desse processo para redução de custos no processo produtivo, ao passo em que contribuem para a preservação do meio ambiente.
Ao mesmo tempo, a partir da reciclagem, toda uma cadeia produtiva é fomentada, sendo essa uma fonte de renda para muitas pessoas e famílias, tais como catadores de papel e alumínio ou trabalhadores que desempenham diversas funções dentro de cooperativas ou usinas de reciclagem.
Ambientalmente, os benefícios da reciclagem são muitos, a começar pela redução da poluição do ar, das águas e do solo, ao passo em que, com a maior adesão da população à coleta seletiva e à reciclagem, há também uma importante diminuição do volume de resíduos despejados diariamente em ruas e terrenos, bem como em lixões, depósitos de lixo e aterros, chegando, em localidades onde a adesão da população à coleta e à reciclagem é grande, a não haver mais necessidade de criação ou manutenção destes.
Conheça abaixo quais são os materiais mais reciclados: - Papel; - Vidro; - Plástico; - Alumínio.
Portanto, conscientize-se: a grande maioria dos materiais que simplesmente descartamos no lixo pode (e deve) ser reciclado. A reciclagem é peça fundamental na preservação e na melhoria de nosso planeta!
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